Cor na decoração
Étic Imóveis

Cores para quarto

O uso da cores para quartos na decoração

Dicas para tornar seu ambiente mais dinâmico e acolhedor

Uma das maiores preocupações quando pensamos em “dar uma cara nova” à nossa casa é sobre como conseguir criar ambientes diferenciados e com personalidade, gastando pouco e sem que eles se pareçam com uma “colagem maluca” de showrooms de lojas e recortes de revistas.

Nessas horas, a escolha correta das cores é tão importante quanto o tipo de mobiliário ou os itens de decoração que pretendemos usar, pois uma cor mal escolhida ou mal utilizada pode ser um “tiro no pé” e tornar o ambiente cansativo, estressante ou, até mesmo, mudar as dimensões sensoriais, fazendo-o parecer menor que realmente é.

Além disso, permite explorar algumas técnicas que nos trazem resultados interessantes, sem a necessidade de realizar grandes investimentos.

Desde minhas primeiras experiências com as teorias sobre o uso das cores e seu significado nas Artes, na Arquitetura, na Moda e no Design, apaixonei-me pela maneira com que uma cor pode interferir no modo como nos relacionamos com o ambiente e como ela pode se tornar um símbolo de expressão de nossa cultura e de nossa personalidade.

Por essa razão, sempre busquei aplicar estes conceitos em meu trabalho como arquiteto de interiores.

A seguir, indicarei algumas técnicas que poderão ajudar você a acertar na hora de criar o ambiente dos seus sonhos:

  1. As cores para quarto devem nascer junto com o conceito do projeto e não só no acabamento:

Um dos maiores enganos ao concebermos um ambiente é pensarmos somente na posição dos móveis e na definição dos espaços de circulação.

Escolhemos móveis e objetos, com a intenção de causar impacto, mas nos esquecemos de que parte deste impacto estará impressa nas cores e materiais de acabamento que adotarmos e que definir este processo sem considerarmos as cores poderá tornar estes objetos menos interessantes.

  1. Distribua as cores para quarto de modo planejado pelo ambiente: Além de escolhermos bem as cores que queremos utilizar em um ambiente, temos que pensar no lugar onde vamos colocá-las.

Saber o que queremos destacar e o que queremos ocultar.

Uma cor bem escolhida e bem combinada pode destacar objetos e mexer com a energia do ambiente.

Não me refiro a uma energia do ponto de vista esotérico, mas às sensações que a cor pode causar em nós.

Afinal, quem nunca viu a foto de uma poltrona que achou horrível num ambiente de revista e mudou de opinião ao ver a mesma poltrona estrategicamente colocada em um ambiente diferente?

Ou quem nunca se sentiu “enclausurado” ou sufocado, mesmo estando em um ambiente completamente branco ou “clean”?

Isso aconteceu porque não encontramos nada ali com o que pudéssemos nos identificar. A cor tem esse poder!

  1. A cor para o quarto pode redimensionar um ambiente:

Um dos grandes desafios nos novos lançamentos imobiliários tem sido decorar pequenos espaços, colocando tudo de que necessitamos, sem deixá-los com aspecto “entulhado”.

Acredite: a cor pode ser uma de nossas maiores aliadas neste processo!

Destacar ou esconder as alvenarias de forma correta pode ser uma excelente estratégia para enganar nossa percepção espacial e fazer o ambiente parecer mais amplo: cores claras tornam o ambiente mais amplo; cores escuras tornam o ambiente menor; a combinação destas duas técnicas pode tornar o ambiente mais largo ou mais estreito.

São muitas as técnicas que podemos utilizar para chegar ao resultado que pretendemos.

  1. As cores para quarto podem influenciar o nosso humor:

“Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!”

Parece estranho de se acreditar, mas as cores influenciam nosso estado de espírito.

Não que elas tenham o poder de condicionar nossas ações, mas podem potencializar aquele nosso sentimento momentâneo.

Cores mais estimulantes, como os amarelos e vermelhos, os cítricos e as cores mais abertas, principalmente quando combinadas em excesso, tendem a aumentar nossos níveis de ansiedade.

Geralmente são recomendadas para espaços de curta permanência ou em áreas de atividades mais criativas, mas sempre em dose comedida.

Já as cores mais fechadas e neutras, como os azuis, os marrons e o cinza, por exemplo, tendem a estimular nosso estado de introspecção.

Em ambientes mais neutros, o ideal é termos sempre algum elemento mais vibrante, como contraponto, para dar mais dinâmica e estimular a atividade sensorial.

O universo que envolve o uso da cor na decoração é muito amplo e seriam necessárias muitas páginas para conseguir abordar cada aspecto em toda sua complexidade.

O que vimos aqui foi uma abordagem mais simples, em linhas gerais.

Também temos que levar em consideração que não existe uma “receita de bolo” pronta, que possa ser utilizada como regra para todos os casos.

Cada um de nós tem um perfil diferente e, por isso mesmo, uma necessidade diferente.

Além disso, há outros fatores que devem ser levados em consideração: o material de acabamento de cada elemento que compõe o ambiente e como a cor se comporta sobre ele, os diferentes tipos de iluminação, a composição volumétrica dos móveis e objetos que compõem a decoração, etc.

Tudo isso deve ser levado em consideração, conjuntamente, como instrumentos afinados que executam uma bela sinfonia.

O ideal é buscar sempre a assessoria de um profissional especializado, que saberá lhe dar uma orientação personalizada para o seu caso.

Um abraço!

André Viana é arquiteto e, há mais de dez anos, atua no mercado de Interiores, explorando elementos de cenografia e de organização do espaço em seus projetos de Arquitetura e Decoração.

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